Mercado de papel no Brasil possui expectativas positivas para 2010

Junho, 2010

Em 2009, muitas indústrias de papel tiveram prejuízos devido à crise econômica, mas ainda há reflexos do seu efeito nos principais produtores de papel imprensa, concentrados no hemisfério norte, de acordo com o Jornal ANJ de fevereiro de 2010.

Desde o final de 2008, houve aumento na queda da demanda do papel, afetando a rentabilidade das empresas. Situação que pode gerar dificuldade para os fornecedores e prejudicar o abastecimento, afetando os jornais. Os atuais reajustes da indústria do papel imprensa são inéditos e, com a provável recuperação dos preços, há previsão de reestruturação do setor.

Os principais fatores da crise, que geram grandes prejuízos, são o aumento de custo de energia, madeira e mão de obra, queda de consumo nos EUA, volatilidade das moedas, fechamento de grandes jornais, mudanças de formato e reduções de circulação, como é citado no Jornal da ANJ.

Mercado de papel brasileiro

No Brasil, só há uma fábrica de papel imprensa — a Norske Skog Pisa — que destina toda sua produção ao mercado nacional e atende 25% desse consumo.

Para não haver diminuição da produção, e não afetar os jornais brasileiros de pequeno e médio porte — mais dependentes do papel nacional —, a Norske Skog Pisa luta para se manter competitiva com relação à concorrência internacional e melhorar os resultados da unidade de negócios.

Um fator que afetou temporariamente o fluxo comercial de papel no Brasil foi o desastre natural que ocorreu no Chile, em fevereiro deste ano. O terremoto de 8,8 graus de magnitude atingiu a fábrica Norske Skog Bio Bio, localizada na província de Concepcíon, provocando a paralisação de suas atividades durante aproximadamente dois meses. Neste período, parte dos clientes chilenos foi abastecida com papel produzido pela Norske Skog Pisa, déficit compensado no mercado brasileiro por importações extraordinárias das fábricas europeias do grupo. A Norske Skog Bio Bio retomou a produção normal de papel em 30 de abril.

Apesar da crise de 2009 e de outras dificuldades, o mercado de papel brasileiro está com expectativas positivas, de acordo com dados divulgados pela Norske Skog Pisa.

As empresas jornalísticas brasileiras consomem, por ano, cerca de 600 mil toneladas de papel imprensa. Valor equivalente a metade do consumo da América do Sul e quase quatro vezes a produção da Norske Skog Pisa.

Neste ano, o mercado de jornais do Brasil reage com o aumento de leitores e, consequentemente, de anunciantes, segundo informações da Norske Skog Pisa. Os fatores que influenciam este aumento são as eleições presidenciais e a Copa do mundo, eventos que despertam grande interesse por informação.


Fontes: Fibra (Informativo da Norske Skog Pisa), nº 83, março/abril de 2010 e Jornal ANJ (Associação Nacional de Jornais), nº 223, fevereiro de 2010.


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