Abigraf comemora o segundo centenário da indústria gráfica no País

Em 2008, a indústria gráfica completará 200 anos de atividades no País. Para comemorar essa importante data, a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) deu início a uma campanha constituída por diversas ações de marketing, que se estenderão a todos os estados onde mantém regionais. O ponto alto será uma grande festa em outubro, encerrando o 14º Congraf (Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica).

Ao longo desses 200 anos, a indústria gráfica contribuiu, de forma significativa, para o desenvolvimento socioeconômico brasileiro. A crescente produção de impressos de alta qualidade nos segmentos de livros didáticos, livros em geral, revistas e jornais, ajudou na melhoria da educação e da cultura. Da mesma forma, as produções de embalagens e de material promocional têm sido igualmente importantes no favorecimento da comercialização de diversos setores da economia, colaborando para o aumento da demanda agregada e, conseqüentemente, para o aquecimento da economia.

Atualmente, o parque gráfico nacional é composto por 19.550 empresas, que juntas empregam um contingente de 197.500 pessoas. A receita de vendas do setor gráfico em 2007 foi de cerca de R$ 17 bilhões. Sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) é 0,82% e no PIB industrial, 3,78%. Cerca de 90% dos estabelecimentos são pequenos, com até 19 funcionários.

Imprensa Nacional

O marco histórico da imprensa brasileira remete à chegada da família real portuguesa ao Brasil. Em 13 de maio de 1808, aproveitando as comemorações de seu aniversário, D. João VI cria aqui a Impressão Régia (atual Imprensa Nacional). As primeiras publicações foram feitas, inicialmente, na Gazeta do Rio de Janeiro. O Diário Oficial viria em 1º de outubro de 1892.

Dentre as revoluções ocasionadas pela criação da Impressão Régia no País, destaca-se a evolução nos níveis tecnológico e editorial. A censura da Metrópole impunha a proibição da instalação de tipografias nas colônias, razão pela qual a notável invenção de Gutenberg chegou ao Brasil com atraso de três séculos e meio. E por iniciativa da própria corte portuguesa que, ao transferir-se pra cá, trouxe na bagagem dois prelos e oito caixas de tipos.

Entre 1808 e 1822, saíram dos prelos da Impressão Régia nada menos que 1.154 impressos, dos quais várias obras científicas e literárias de grande valor. É assim que estão registrados, há quase duas décadas, os fatos da história oficial do Brasil, entre eles a elevação do Brasil à categoria de Reino, a proclamação da Independência, a Lei do Ventre Livre, a abolição da escravatura, a proclamação da República, além dos historicamente mais recentes, como os Atos Institucionais que marcaram o período de regime militar e os que significaram a redemocratização.



Fonte: Abigraf

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