Glossário de Sustentabilidade

Fevereiro, 2010

Sustentabilidade e responsabilidade sócio ambiental são hoje termos fundamentais em todos os setores da sociedade, principalmente nas empresas e governos. Ao pensar em desenvolvimento é essencial levar em consideração a melhor forma de atender as necessidades humanas sem prejudicar o meio ambiente.

Mas afinal, o que quer dizer sustentabilidade? O seu verdadeiro significado às vezes pode não estar claro, assim como outros termos relacionados ao assunto, utilizados nas discussões políticas, econômicas, ambientalistas e sociólogas.

A seguir estão selecionados alguns termos bastante empregados, com informações importantes para melhor entendimento das questões sócio ambientais.


Agenda 21: Protocolo contendo uma lista de compromissos e ações, entre os quais os de reestruturar a economia, assegurar a sobrevivência humana digna, preservar a saúde e os recursos naturais do planeta, objetivando o desenvolvimento sustentável. O protocolo foi assinado por mais de cem países, incluindo o Brasil, durante a Conferência de Cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU), ocorrida na cidade do Rio de Janeiro em 1992 – a Rio 92.

Aquecimento global: Acréscimo da temperatura média na Terra, causado por alterações na atmosfera provocadas pelas atividades humanas.

Biocombustível: Combustível derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna ou, conforme regulamento, para outro tipo de geração de energia, que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil.

Biodegradável: (1) Denominação aplicada a qualquer produto que pode ser decomposto através da ação de microorganismos. (2) Substância que se decompõe pela ação de seres vivos. (3) Produtos suscetíveis de se decompor por microorganismos. (5) É todo composto que pode ser convertido em inorgânico ou mineral por processos biológicos. (6) Que se decompõe por ação orgânica natural, em contato com o meio, sem danificá-lo permanentemente.

Biodiesel: (1) Combustível para motores a combustão interna com ignição por compressão, renovável e biodegradável, derivado de óleos vegetais ou de gorduras animais, que possa substituir parcial ou totalmente o óleo diesel de origem fóssil.

Biodiversidade: (1) Representa o conjunto de espécies animais e vegetais viventes. (3) Representa a diversidade de comunidades vegetais e animais que se inter-relacionam e convivem num espaço comum que pode ser um ecossistema ou um bioma.

Cerflor: Programa Brasileiro de Certificação Florestal - avalia se as florestas plantadas ou nativas estão de acordo com as normas pré-estabelecidas pelo INMETRO e tem como base as políticas aplicadas pelo programa europeu PEFC, um certificado de reconhecimento mundial. Os produtos que possuem matéria-prima derivada de florestas manejadas de forma ecologicamente correta levam o selo Cerflor.

Certificação ambiental: Comprovação documentada do cumprimento dos compromissos assumidos por uma organização em respeito ao meio ambiente através de sua política ambiental e de seu sistema de gestão ambiental.

Certificação de cadeia de custódia: É a certificação baseada na rastreabilidade da cadeia produtiva (produto e processo), dada às operações que envolvem processamento, manufatura, compra, venda, ou distribuição de produtos florestais, a partir de matéria-prima certificada.

Clorofluorcarbono – CFC: Principal gás utilizado em sprays e aerossóis, sistemas de refrigeração, como solventes industriais, na produção de espumas elásticas e de extintores de incêndio e que destrói a camada de ozônio.

Coleta seletiva: Recolhimento e separação de materiais possíveis de serem reciclados, como papel, plástico, vidro e metal.

Combustível fóssil: Fontes não renováveis de recursos energéticos primários. Depósitos naturais de petróleo, gás natural e carvão, que nada mais são que a própria energia solar armazenada na forma de energia química, em depósitos geológicos formados há milhões de anos a partir da decomposição de vegetais e animais e submetidos a altas temperaturas e pressões na crosta terrestre.

Comissão mundial do Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU: Comissão Internacional multidisciplinar criada pela ONU em 1983, sob a Presidência de Gro Harlem Brundtanl (Noruega), que publicou o Relatório Nosso Futuro Comum (1987), analisa os principais problemas ambientais do mundo tendo como ideia central o desenvolvimento sustentável.

Comitê brasileiro de certificação: Comitê estabelecido no âmbito do CONMETRO – Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, formado paritariamente por representantes do governo, trabalhadores, produtores, prestadores de serviço, consumidores, entidades técnico-cientificas e organismos participantes do Sistema Brasileiro de Certificação.

Conferência das Partes – COP: (1) Significa a Conferência das Partes da Convenção do Clima. (2) Evento dos Estados-Partes, para formular recomendações destinadas a melhorar a eficácia da Convenção do Clima, propondo medidas para corrigir a situação, entre outras funções. (4) Principal órgão responsável pela política do Instituto Interamericano para Pesquisa em Mudanças Globais.

Consumidor verde: Aquele que relaciona ao ato de comprar ou usar produtos com a possibilidade de colaborar com a preservação ambiental. O consumidor verde sabe que, recusando-se a comprar determinados produtos, pode desestimular a produção daquilo que agride o meio ambiente. Por isso, evita produtos que: 1- representem um risco à sua saúde ou de outros; 2- prejudique o ambiente durante a produção, uso ou despejo final; 3- consuma muita energia; 4- apresente excesso de embalagens, ou seja, descartável; 5- contenha ingredientes procedentes de habitats ou espécies ameaçados; 6- no processo de produção, tenha usado indevida ou cruelmente animais; 7- afete negativamente outros povos, ou outros países.

Convenção do Clima: (1) Para tratar do problema do efeito estufa e suas possíveis conseqüências sobre a humanidade, foram estabelecidas, em 1992 durante a convenção Rio-92, a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Adotada em 1992, a Convenção do Clima tem como meta propor ações para os países do Anexo I (basicamente países industrializados) para que estes estabilizem as concentrações atmosféricas dos gases efeito-estufa (GEE), de forma a impedir que atividades antrópicas levem a uma “interferência perigosa” no clima do planeta. A Convenção do Clima entrou em vigor em 21 de março de 1994 e conta atualmente com 186 “Partes” (países). Desde então, as Partes estão se reunindo para discutir o assunto e tentar encontrar soluções para o problema apresentado. Esses encontros são denominados Conferência das Partes – COP.

Crédito de carbono: Certificados que países ou empresas em desenvolvimento podem emitir para cada tonelada de dióxido de carbono que deixaram de lançar ou retiraram da atmosfera. Foi criado pelo Protocolo de Kyoto e pode ser vendido a outras empresas que desejam compensar a poluição provocada por sua atividade.

Desenvolvimento sustentável: (1) Conforme definido no relatório da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, `desenvolvimento sustentável é um processo dinâmico destinado a satisfazer as necessidades atuais sem comprometer a capacidade de gerações futuras de satisfazer suas próprias necessidades´. Isso requer que as sociedades satisfaçam as necessidades humanas através do aumento do potencial de produção e da certeza de oportunidades econômicas, sociais e políticas iguais para todos. O desenvolvimento sustentável não deve colocar em risco a atmosfera, a água, o solo e os ecossistemas que têm vida na Terra. É um processo de mudança no qual a exploração dos rumos do desenvolvimento tecnológico, crescimento populacional e estruturas institucionais estão em harmonia, e elevam o potencial atual e futuro de progresso humano.

Destinação Final: O destino dado aos resíduos sólidos em unidades ou locais específicos para o seu lançamento adequado no solo ou subsolo.

Direito Ambiental: (2) Complexo de princípios e normas reguladoras das atividades humanas que, direta ou indiretamente, possam afetar a sanidade do ambiente em sua dimensão global, visando à sua sustentabilidade para as presentes e futuras gerações.

Doenças Ecológicas: Doenças motivadas pelas mudanças climáticas e emissão de substâncias poluentes na atmosfera, desequilibrando o sistema imunológico e fazendo aumentar os casos de meningites, pneumonias, câncer de pele, doenças cardiovasculares e respiratórias que, em geral, atingem grandes concentrações urbanas.

Economia ambiental: Ramo da economia que está se desenvolvendo de forma a, por um lado, proporcionar a valorização dos bens e recursos naturais cabíveis e, por outro, construir uma metodologia de inserção dos bens ambientais no planejamento e na economia.

Ecossistema: (1) Significa um complexo dinâmico de comunidades vegetais, animais e de microorganismos, e o seu meio inorgânico que interage como uma unidade funcional.

Educação Ambiental: (2) Processo de aprendizagem e comunicação de problemas relacionados à interação do homem com seu ambiente natural. É o instrumento de formação de uma consciência, através do conhecimento e da reflexão sobre a realidade ambiental.

Efeito Estufa: (1) Fenômeno que ocorre quando gases, como o dióxido de carbono entre outros, atuam como as paredes de vidro de uma estufa, aprisionando o calor na atmosfera da Terra, impedindo sua passagem de volta a estratosfera. O efeito estufa funciona em escala planetária e o fenômeno pode ser observado, como exemplo, em um carro exposto ao sol e com as janelas fechadas. Os raios solares atravessam o vidro do carro provocando o aquecimento de seu interior, que acaba “guardando” dentro do veículo, porque os vidros retêm os raios infravermelhos. No caso específico da atmosfera terrestre, gases como o CFC, o metano e o gás carbônico funcionam como se fossem o vidro de um carro. A luz do sol passa por eles, aquece a superfície do planeta, mas parte do calor que deveria ser devolvida à atmosfera fica presa, acarretando o aumento térmico do ambiente. Acontecendo em todo o planeta, seria capaz de promover o degelo parcial das calotas polares, com a consequente elevação do nível dos mares e a inundação dos litorais.

Efluentes(s): (2) O termo efluente refere-se a águas fluviais ou de esgotos que são despejadas nas águas costeiras. Os esgotos podem ser domésticos ou industriais (química, mineração, etc.) e podem levar à poluição ambiental.

El Niño: (2) El Niño é um fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Tropical e que pode afetar o clima regional e global, mudando os padrões de vento em nível mundial, afetando assim, os regimes de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias.

Emissão: (5) É a liberação de gases de efeito estufa e/ou seus precursores na atmosfera numa área específica e num período determinado.

Emissão, Padrão de: Quantidade de um poluente que pode ser liberada no meio ambiente, como o esgoto descarregado em um rio ou mar.

Energia eólica: (1) Energia obtida a partir do vento. O homem utiliza a energia do vento há muito tempo, as embarcações a vela são um exemplo disto.

End of Pipe: “End of Pipe” quer dizer fim da chaminé, ou seja, tecnologias que ajudam a filtrar o poluente, porém não propõe um salto qualitativo-tecnológico para reduzir a emissão na fonte.

Engenharia florestal: É o ramo de engenharia que visa à proteção e manejo de áreas florestais para suprir a demanda por seus produtos, à recreação e lazer que essas áreas oferecem. Para tanto, o engenheiro florestal deve conhecer a dinâmica da floresta e dos seres vivos, para que o uso dos produtos não implique em sua exaustão.

Engenheiro ambiental: (1) É um ramo da engenharia que estuda os problemas ambientais de forma integrada nas suas dimensões ecológica, social, econômica e tecnológica, com vista a promover um desenvolvimento sustentável.

Enriquecimento ecológico: Atividade técnica e cientificamente fundamentada, que visa a recuperação da diversidade biológica em áreas de vegetação nativa, através da reintrodução de espécies nativas.

Exploração sustentável: Exploração do ambiente de maneira a garantir a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos, mantendo a biodiversidade e os demais atributos ecológicos, de forma socialmente justa e economicamente viável.

Floresta manejada: É aquela em que o homem toma medidas para dirigir à obtenção de matérias-primas ou benefícios sociais (uso múltiplo).

FSC: Forest Stewardship Council, ou Conselho de Manejo Florestal, é uma organização não governamental, independente, sem fins lucrativos. Sua missão é difundir e facilitar o bom manejo florestal conforme Princípios e Critérios que conciliam as salvaguardas ecológicas com os benefícios sociais e a viabilidade econômica. O selo FSC é uma comprovação de que o produto não contribui com a destruição de florestas, pois sua matéria-prima provém de florestas manejadas de forma ecologicamente adequada, socialmente justa e economicamente viável.

Gases de Efeito Estufa - GEE: São identificados os seguintes gases: dióxido de carbono (CO2); metano (CH4); óxido nitroso (N2O); hidrofluorcarbonos (HFCs); perfluorcarbonos (PCFs); hexafluoreto de enxofre (SF6).

Gerenciamento de resíduos: É o sistema de gestão que visa reduzir, reutilizar e/ou reciclar os resíduos, incluindo planejamento, responsabilidade, práticas, procedimentos e recursos para desenvolver e implementar as ações necessárias ao cumprimento das etapas previstas em programas e planos.

Gestão ambiental: (1) A tarefa de administrar o uso produtivo de um recurso renovável, sem reduzir a produtividade e a qualidade ambiental, normalmente em conjunto com o desenvolvimento de uma atividade.

Gestão Integrada de resíduos: Conjunto de atividades tal como, geração, armazenamento, coleta, transporte, tratamento e disposição final dos resíduos de acordo com suas características, para a proteção da saúde humana, recursos naturais e meio ambiente.

GHG Protocol (Protocolo de Gases de Efeito Estufa): Metodologia para a realização de inventários de gases de efeito estufa.

Impacto ecológico: Refere-se ao efeito total que produz uma variação ambiental, seja natural ou provocado pelo homem, sobre a ecologia de uma região, como por exemplo, a construção de uma represa.

Indicador de sustentabilidade: Valor que serve de medida do grau de sustentabilidade do uso dos recursos ambientais, dividindo-se em três grupos principais: (I) os indicadores de resposta social: indicam as atividades que se realizam no interior da sociedade, o uso de minérios, a produção de substâncias tóxicas, a reciclagem de material; (II) os indicadores de pressão ambiental: indicam atividades humanas que irão influenciar o estado do meio ambiente, níveis de emissão de substâncias (tóxicas); (III) os indicadores de qualidade ambiental: indicam o estado do meio ambiente, a concentração de metais pesados no solo, os níveis de pH nos lagos.

Indicadores ambientais: (1) Espécies indicadoras, são certas espécies que têm exigências biológicas bem definidas e que permitem conhecer os meios possuidores de características especiais.

Índice de Desenvolvimento Humano - IDH: (2) Índice que mede os países, levando em consideração fatores como a distribuição da renda, de saúde (taxas de mortalidade infantil e adulta), educação (taxas de alfabetização), desigualdades de oportunidades entre homens e mulheres, sistemas de governo, entre outras.

Instituto interamericano para pesquisa em mudanças globais (IAI): Estabelecido sob a forma de uma rede regional de instituições de pesquisa, o Instituto deve, entre outros objetivos, promover a cooperação regional para a pesquisa Interdisciplinar sobre aspectos de mudanças globais relativos às ciências da terra, dos mares, da atmosfera, do meio ambiente e às ciências sociais, com atenção aos impactos sobre os ecossistemas e a biodiversidade, aos impactos socioeconômicos e às tecnologias e aspectos econômicos, vinculados à atenuação dos problemas decorrentes de mudanças globais e à adaptação aos mesmos.

Inventário de Emissões de Gases do Efeito Estufa: O inventário de emissões é uma espécie de raio-x que se faz em uma empresa, grupo de empresas, setor econômico, cidade, estado ou país para se determinar fontes de gases de efeito estufa nas atividades produtivas e a quantidade de GEE lançada à atmosfera. Fazer a contabilidade significa quantificar e organizar dados sobre emissões com base em padrões e protocolos e atribuir essas emissões corretamente a uma unidade de negócio, operação, empresa, país ou outra entidade.

ISO 14.000: Conjunto ou série de normas da ISO, de caráter voluntário, que visa sistematizar os princípios de gestão ambiental na empresa.

Manejo florestal – sustentável ou sustentável de uso múltiplo: Administração da floresta para a obtenção de benefícios econômicos, sociais e ambientais, respeitando-se os mecanismos de sustentação do ecossistema objeto do manejo e considerando-se, cumulativa ou alternativamente, a utilização de múltiplas espécies madeireiras, de múltiplos produtos e subprodutos não madeireiros, bem como a utilização de outros bens e serviços de natureza florestal.

Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL: (1) A idéia do MDL consiste em que, cada tonelada de CO2 que deixa de ser emitida ou é retirada da atmosfera por um país em desenvolvimento, poderá ser negociada no mercado mundial criando um atrativo para redução das emissões globais. As empresas que não conseguirem (ou não desejarem) reduzir suas emissões poderão comprar Certificados de Redução de Emissões – CRE, dos países em desenvolvimento e usá-los para cumprir suas obrigações.

Mitigação: Redução.

Mudança do clima: Mudança de clima que possa ser, direta ou indiretamente, atribuída à atividade humana que altere a composição da atmosfera mundial e que se some àquela provocada pela variabilidade climática natural observada ao longo de períodos comparáveis.

PEFC: Programa para o Reconhecimento dos Esquemas de Certificação Florestal (Programm for the Endorsement of Forest Certification Schemes). Organização internacional independente, não-governamental e sem fins lucrativos. É o maior fórum de programas nacionais de certificação de manejo florestal. É representado no Brasil pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Inmetro.

Pegada ecológica: A Pegada Ecológica de um país, de uma cidade ou de uma pessoa, corresponde ao tamanho das áreas produtivas de terra e de mar, necessárias para gerar produtos, bens e serviços que sustentam determinados estilos de vida. Em outras palavras, a Pegada Ecológica é uma forma de traduzir, em hectares (ha), a extensão de território que uma pessoa ou toda uma sociedade “utiliza”, em média, para se sustentar.

Política Ambiental: Conjunto de metas e princípios definidos por uma empresa ou organização para reduzir os impactos do seu negócio no meio ambiente.

Protocolo de Kyoto: Acordo internacional assinado por vários países, entre eles o Brasil, que tem como objetivo principal estabilizar as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, num nível que não desencadeie mudanças drásticas no sistema climático mundial, assegurando que a produção de alimentos não seja ameaçada, que o crescimento econômico prossiga de modo sustentável e que não haja a elevação do nível dos mares. Pelo Protocolo de Kyoto os países mais industrializados deveriam reduzir a emissão de gases de efeito estufa, principalmente de CO2, em 5,0 %, tendo com referência o nível registrado de emissões em 1990. Para tal, seriam incentivados os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo – MDL e o Comércio de Emissões.

Reserva ecológica: (1) Unidade de conservação que tem por finalidade a preservação de ecossistemas naturais de importância fundamental para o equilíbrio ecológico.

Responsabilidade Social das Empresas (RSE): Tipo de gestão definida pela relação ética e transparente da empresa com os públicos que se relaciona e pela firmação de metas empresarias compatíveis com o desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e culturais para gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais.

Selo Agri-Web™: Marca de tinta ecológica, específica para rotativa heatset, do Flint Group, fornecedor de tinta ao mercado gráfico. A tinta ecológica é formada em parte por óleos vegetais, materiais renováveis e biodegradáveis que não agridem o meio ambiente. A sustentabilidade do produto é comprovada com a certificação BRC – Bio-Derived Renewable Resource Content (Conteúdo Bio-Derivado de Fonte Renovável), concedida ao Flint Group pela NAPIM – National Association of Printing Ink Manufacturers (Associação Nacional dos Produtores de Tinta para Impressão dos Estados Unidos).

Selo ambiental: Também denominado selo verde, é um rótulo com um significado específico de cuidado com o ambiente.

Sequestro de Carbono: O conceito de seqüestro de carbono foi consagrado na Conferência de Kyoto, em 1997, com o objetivo de conter e reverter o acúmulo de CO2 na atmosfera para reduzir o efeito estufa. Em princípio, seqüestro de carbono aplica-se desde a preservação de áreas florestais com riscos de serem destruídas, até a recuperação de florestas degradadas e ao estabelecimento de novas plantações florestais. O aprimoramento tecnológico para reduzir a emissão de gases de efeito estufa é uma forma importantíssima e mais efetiva para mitigar o problema da mudança climática que, no entanto, não está dentro do conceito de seqüestro de carbono. A redução das emissões na fonte e o seqüestro de emissões já ocorridas são dois processos diferentes. O primeiro refere-se ao emprego de tecnologias mais limpas enquanto o segundo é paliativo e por isso é também conhecido como tecnologia “end of pipe”.

Sistema de Gestão Ambiental – SGA: (1) Parte do sistema de gestão global de uma instituição, que inclui estrutura organizacional, atividades de planejamento, práticas, procedimentos, processos e recursos para desenvolver, atingir, analisar e manter o seu desempenho ambiental.

Sustentabilidade: Conceito associado ao Desenvolvimento Sustentável. Envolve as idéias de pacto intergeracional e perspectiva de longo prazo. Sustentabilidade é a capacidade de um processo ou forma de apropriação dos recursos de continuar a existir por um longo período. Ver também Sustentabilidade ambiental, Sustentabilidade social.

Sustentabilidade ambiental: Conceito associado ao Desenvolvimento Sustentável. Envolve a utilização racional dos recursos naturais, sob a perspectiva de longo prazo. A utilização sustentável dos recursos naturais é aquela em que os recursos naturais renováveis são usados abaixo da sua capacidade natural de reposição e os não renováveis são usados de forma parcimoniosa e eficiente, aumentando sua vida útil. Em termos de energia, a sustentabilidade preconiza a substituição de combustíveis fósseis e energia nuclear por fontes renováveis, como a energia solar, a eólica, das marés, da biomassa etc. A sustentabilidade ambiental é caracterizada pela manutenção da capacidade do ambiente de prover os serviços ambientais e os recursos necessários ao desenvolvimento das sociedades humanas de forma permanente.

Sustentabilidade social: Conceito associado ao Desenvolvimento Sustentável. Envolve a melhoria e a manutenção do bem estar social, encarado numa perspectiva de longo prazo. Em termos sociais, sustentabilidade significa distribuição de renda mais equânime, aumento da participação dos diferentes segmentos da sociedade na tomada de decisões, eqüidade entre sexos, grupos étnicos, sociais e religiosos, universalização do saneamento básico e do acesso a informação e aos serviços de saúde e educação etc. A sustentabilidade social está associada tanto ao bem estar material da população quanto a sua participação nas decisões coletivas.

Stakeholders: Termo em inglês amplamente utilizado para designar cada parte interessada, ou seja, qualquer indivíduo ou grupo que possa afetar a empresa por meio de suas opiniões ou ações, ou ser por ela afetado: público interno, fornecedores, consumidores, comunidade, governo, acionistas etc.

Terceiro setor: Também denominado nonprofit sector, é utilizado para denominar o conjunto de instituições que atuam entre o estado e o mercado, conhecidas por organizações não governamentais – ONGs. Dentre as características principais destas instituições, podem ser arroladas as seguintes: são privadas, provedoras de bens coletivos, sem fins lucrativos, atuam como grupos de pressão.

Triple Bottom Line (TBL): People, planet and profit (pessoas, planeta e lucro). Criado nos anos 90 por John Elkington, é um tripé de avaliação do desempenho empresarial e de executivos. Envolve a transparência nos propósitos da empresa, considerando as necessidades e expectativas dos stakeholders.


Fontes bibliográficas:

- Dicionário Socioambiental Brasileiro / Luciano Pizzatto e Raquel Pizzato, organizadores. – Curitiba: TECNODATA Educacional, 2009.

- Guia para a elaboração de inventários corporativos de emissões de gases do efeito estufa/realização GVces Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas; organização GVces, Ministério do Meio Ambiente, CEBDS, WBCSD, WRI; apoio Embaixada Britânica, USAID, CETESB, Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo; edição e revisão Ricardo Barreto, Juarez Campos. - - São Paulo: FGV, 2009.

- Site WWF Brasil




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