Dúvidas e dicas de pré-impressão

Abril, 2010

A pré-impressão é a etapa onde é realizada a gravação das chapas de alumínio, a partir dos arquivos digitais (PDF/X-1a) fornecidos pelos clientes ou montados por nossa equipe. A PLURAL utiliza equipamentos de gravação direta na chapa (CTP — Computer To Plate).

Para garantir a qualidade dos impressos, o responsável pelo fechamento do arquivo final deve ter cuidado com alguns detalhes que serão responsáveis pela fidelidade de cores, preservação dos detalhes das imagens e das fontes, e correto acabamento.

Aqui estão relacionadas as dúvidas mais comuns e erros mais encontrados. O esclarecimento de algumas questões é fundamental para facilitar o trabalho de impressão e garantir os prazos.

Imagens

A resolução da imagem digital está diretamente ligada à qualidade da imagem impressa. Por isso, é preciso trabalhar com alta resolução nos layouts.

As imagens digitais são formadas por pixels. A quantidade de pixels por polegada (ppi) é o que indica o seu nível de resolução no Photoshop, que equivale ao mesmo valor em dpi (dots per inches) no PDF. O valor indicado para imagens destinadas à impressão é de, no mínimo, 300 dpi.

Ocorrem muitos casos em que são utilizadas imagens de web-sites ou de câmeras digitais compactas, que possuem resolução de 72 dpi. Nesses casos, é preciso realizar o tratamento digital e transformá-la em 300 dpi, lembrando que isso causa diminuição de 70% do tamanho, limitando sua ampliação para não ocorrer perda de detalhes.

Os arquivos de imagem devem ter extensão JPEG. O JPEG é um arquivo com compressão, por isso é mais utilizado por possuir tamanho menor, mas é preciso ser salvo com alta qualidade, pois a compressão diminui a definição.

Não esqueça que as imagens devem ser importadas para a página diagramada, de forma que fiquem linkadas ao arquivo, e não apenas copiadas e coladas.

Cores

O modo de cores utilizado nos arquivos é outro problema freqüente. Os sistemas de cores mais comuns são o RGB e o CMYK, mas para arquivos que serão impressos, o correto é utilizar o modo CMYK.

RGB é um sistema de cores formado por Red (vermelho), Green (verde) e Blue (azul), que são combinados para formar outras cores através da emissão de luz. Ele reproduz cores em sistemas eletrônicos, como monitores, câmeras digitais, scanners, entre outros.

Para Impressoras o modo de cores é CMY+K, que utiliza pigmentos (tinta) nas cores Ciano, Magenta, Amarelo e Preto. Conhecido como quadricromia, é um método de subtração de cores que funciona pela absorção de luz.

Todas as cores utilizadas no layout, inclusive as imagens anexadas ao arquivo, devem estar no modo CMYK para saída de impressão. Ao converter as cores de RGB para CMYK é necessário avaliar o resultado.

Além do CMYK, também é utilizado pela indústria gráfica o sistema Pantone, que são misturas específicas de pigmento para se criar novas cores e cores especiais, como as fluorescentes e metálicas.

A escala Pantone, presente nos programas de editoração e manipulação de imagem, deve sempre estar atualizada e, antes de optar por uma cor, deve-se consultar uma tabela impressa, pois as cores mostradas no monitor não são idênticas ao que será impresso.

O Pantone só deve ser inserido na paleta de cores do layout se o produto final for impresso com essa tinta especial.

Fontes

Com a padronização da utilização de arquivos PDF/X-1a nas gráficas, a preocupação com as fontes foram minimizadas, já que elas são incorporadas no arquivo fechado.

A preocupação maior cabe a cor aplicada nas caixas de textos. Não se deve utilizar quadricromia e sim uma ou duas cores para evitar problemas de registros na impressão. Os textos em preto devem estar configurados com 100% Black e com overprint, também para evitar erro de registro.

Sangria e marca de corte

Alguns elementos do layout, como imagens que tocam a margem da página, devem conter sangria, ou seja, devem ser ampliados para ultrapassar 5 mm além da marca de corte para evitar um “filete” branco nos cantos. Outros elementos devem respeitar uma margem interna de 10 mm das laterais e 5 mm do pé para evitar que sejam cortados no processo de acabamento (refile).

Arquivos fechados ou abertos?

Hoje, é mais comum os arquivos serem enviados à gráfica fechados. O arquivo original é convertido em PS (postscript) e depois em PDF/X-1a. Dessa forma é possível garantir sua qualidade e conteúdo, além de ser compacto. Nele estará linkado todas as imagens, fontes e ilustrações vetoriais, assim como estará estipulado o tamanho da página, áreas de sangria e marcação de corte.

O aplicativo utilizado para transformar o PostScript em PDF/X-1a é o Adobe Acrobat Distiller e para visualização o Adobe Acrobat Professional que possui recursos para conferir as cores bem como os outros itens que compõe o fechamento de um arquivo.

Caso haja necessidade de enviar o arquivo original (aberto) do aplicativo à gráfica, é preciso gerar um pacote de impressão, que é uma pasta contendo todas as páginas diagramas, as imagens, ilustrações e fontes utilizadas.

O envio é realizado por FTP (protocolo de transferência de arquivo), ferramenta para transmissão de arquivos via TCP/IP.


Fonte: Apostilas pré-impressão PLURAL, Manual de produção gráfica Aceip Portugal – autor Filipa Pias e Apostila SENAI – Tratamento de imagens e gerenciamento de cores, 2ª Ed. São Paulo, 2001.




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